Wednesday, June 15, 2005

Futilidade nossa de cada dia...

Não consigo mais escrever muito sobre mim, ok afinal não a muito para falar sobre isso mesmo. Gosto de escrever e não consigo, adoro ler e não posso, correr, viver, pular, brincar... Tantas são as coisas que me fazem falta.
Sim esse pode ser mais um texto deprimente, e não estou obrigando a continuar... Viva sua vida e deixe isso para trás afinal é sobre mim que vou falar... Estou numa fase que não sei em que fase estou, não sei o que quero, não sei o que fazer, não sei mais nem meu nome elfico...
Coisas idiotas para se escrever... Sim eu sei, não escrevo reportagens, não é minha praia, ou digamos minha melhor praia, gosto de falar sobre as futilidades da minha da sua da nossa vida... como por exemplo que desde 1998 até 2005 o índice de jovens que fazem plásticas estéticas subiu em 563%(acho que era essa %), ou que uma blusa de tecido que não cobre 20% de uma perna custe 120 contos...
Quer saber... Canso da humanidade toda a vez que me confronto com pessoas normais e que seguem todas as riscas, seja você também uma pessoa livre de pré e de conceitos impostos por seu tataravô


800000 Infernos

Todas as noites no meu leito
Lembro, a como lembro da aurora dos tempos
Sinto tudo como uma onda que foi
Sem a maré para me proteger, exposto a morte

Nas areias dos tempos, onde me deito
Sinto o vento passar meu corpo
Levar meus sonhos... Sonhos
Não ha como viver no meio termo

Sinto que as asas que sempre almejei sumiram
Minha alma triste ainda não entende isso
Ah corpo maldito que não desiste de nada
Cai, levanta, batalha, não morre, não esquece, luta

A cada queda mais fraco fico, não é medo é vicio
Morro a todo o momento, mais levanto sem medo
Sinto o sangue ferver, luto com desespero
Caio, levanto, grito, mato, Ainda estou vivo


Nem lembro por quantas vezes voltei
Talvez essa seja minha sina
Viver, lutar e morrer se nem ao menos a ver
Mais uma vez caio sem seu beijo ter

Fecho meus olhos e sinto ela ao lado
Olhando para mim com um sorriso de alegria
olho aos lados e ao passado volto
Sinto-me feliz ao seu lado

No momento que a toco, acordo
Triste, sangrando, gritando
Nada pode impedir de conseguir meu cálice
Salvar minha alma e por fim ter minha amada

Não a glória na vitória
Não a honra na morte
Não a vida sem dor
Não existe morte sem amor

Jorge Luiz Trein Junior