Tuesday, April 12, 2005

Rain...

Rain

Hoje sai na chuva
Deixei ela lavar minha alma
Suja por tantas coisas
Desejos incompreensivos
Momentos de dor e sofrimento
Suplicios de viver
Um eterno desejo de morrer

Andei sem pensar no quem pensam
Os que me veem andando sem medo
Numa forte chuva que não me deixa ver nada
Segui minhas pernas sem traçar caminho
Parei em frente ao seus portões
Entrei na morada de muitos que não vivem
Seu silencio foi um momento de paz

Não ouvi ninguém, não vi ninguém
Cai de joelhos na morada de meus irmãos
Chorei, rezei, gritei
Em frente a lápide fria que carrega seus nomes
Pessoas que nunca vi, nem conheci
Pessoas que vou levar a vida inteira
Meus irmãos que nunca vi crescer

Tamanha vontade de ficar junto deles
Num lugar de paz infinita e silencio eterno
Onde pensamentos se perdem em torno das tumbas
Onde cresci a brincar, conheci a mim mesmo
Dali parti para minha casa
Pensando no que escrever e como dizer que fiquei leve
Sentado agora aqui, sei o que tenho que fazer...

Jorge Luiz Trein Junior

Nada longe do meu normal estado de mal estar e do mundo que não suporto mais!



0 Comments:

Post a Comment

<< Home